quinta-feira, 16 de julho de 2009


Eu faço versos como quem chora

De desalento... de desencanto...

Fecha o meu livro, se por agora

Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue.

Volúpia ardente...

Tristeza esparsa... remorso vão...

Dói-me nas veias. Amargo e quente,

Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca

Assim dos lábios a vida corre,

Deixando um acre sabor na boca.-

Eu faço versos como quem morre.


Manuel Bandeira

3 comentários:

  1. Triste!! ou eu q to triste, bem ñ sei mais me identifiquei ¬¬'

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  2. O verbo carrega o peso de minha alma...q se esvai nos versos levando a vida....

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